Os mestres no Velho Oeste

TheGoodTheBadAndTheUgly-Poster

Sim, finalmente um post sobre The Good, The Bad and The Ugly (o Bom, o Mau e o Feio), ou Três Homens em Conflito (no Brasil), um dos filmes mais incríveis feitos neste planeta. Hoje pago uma dívida que tenho com meus leitores, que conhecem a minha paixão por faroeste e pelo Clint (alguém reparou no meu sobrenome no Twitter?).

(Estou me controlando ferozmente, para não sair escrevendo como uma louca aqui. Há tanto o que dizer!!)

Ah, você não curte faroeste? Nem o Sr. Eastwood? Tudo bem. Mesmo assim, acho que vou dar inúmeros motivos que te farão assistir a esse clássico.

 

Os avisos

Antes de tudo: trilha (obrigatória) para ler este post: http://grooveshark.com/album/The+Good+The+Bad+And+The+Ugly/1870857 (apenas elimine a terceira música da lista, que não sei o que diabos está fazendo ali).

Usarei o nome original da película, The Good, The Bad and The Ugly, neste texto, mas aproveitarei os apelidos traduzidos dos personagens empregados na versão dublada, que soam muito mais legal para os nossos ouvidos brasileiros (especialmente com a dublagem do final dos anos 60).

A abertura

Logo no início do filme é impossível não dizer “Não acredito! Essa música!”. The Good, The Bad and The Ugly tem um dos temas do cinema mais conhecidos do mundo. Não tem como falar de faroeste e não pensar na trilha desse filme, composta pelo incrível (ídolo supremo) Enio Morricone, que dispensa apresentações.

Passada a emoção do reconhecimento e a apresentação dos nomes (enquanto rola o tema e ouvimos o som de tiros), nossos olhos param em uma típica cena do Velho Oeste: uma cidade com aspecto de abandono, poeira para todo lado, sol escaldante no céu e um cão vagabundo no chão. Agora são quase dez minutos de filme sem diálogo, só ação. Então somos introduzidos ao Feio.

As introduções

GBUCor

O Bom, o Mau e o Feio, protagonistas do nosso clássico, são apresentados magistralmente. Em um momento significativo da ação, nos primeiros minutos do filme, é congelada a cena com o personagem e surge uma legenda identificando-o (“The ugly”, “The good” e “The bad”). O Mau acabara de assassinar um homem por dinheiro; o Feio atravessa o vidro do saloon após o local ser invadido por bandidos; o Bom lança aquele seu olhar, com sua característica cigarrilha no canto esquerdo da boca.

Os atores

O Mau, conhecido como Olhos de Anjo ou Sentenza, é Lee Van Cleef, figurinha conhecida dos apaixonados por faroeste.

O Feio, chamado de Tuco, é Eli Wallach, que não era tão feio quanto Van Cleef, e fez outro clássico do gênero, Sete Homens e Um Destino.

O Bom, chamado apenas de Loirinho por Tuco, é Clint Eastwood, como não poderia deixar de ser. Ele não é tão bom assim, mas é honrado (dotado daquela honra do Velho Oeste).

A trama

Tuco (o Feio) e Loirinho (o Bom – gente, adoro o apelido dele) têm um acordo um pouco arriscado para ganhar dinheiro. O Bom entrega o Feio para xerifes de cidades distantes, recebe a recompensa pelo homem e, na hora em que o condenado será enforcado, atira na corda e foge com ele. Um dia, quando o Bom percebe que o “passe” do Feio não aumentará mais, vai embora e desfaz o acordo. Tuco o persegue e, prestes a lhe dar um tiro na cabeça após quase matá-lo de desidratação sob o sol do Oeste, se depara com uma carruagem descontrolada. Ao parar os cavalos, encontra homens assassinados e um quase morto. Este suplica por água e lhe promete 200 mil dólares, que estão enterrados em um cemitério. Descobrimos que é Bill Carson, homem perseguido pelo Mau (sabemos disso no começo do filme). Quando Tuco vai buscar a água, Loirinho se aproxima e obtém mais informações de Carson, que morre em seguida. O Feio não pode mais matar o Bom, porque ele sabe a metade do segredo. Sem ele, não conseguirá encontrar o dinheiro.

Em meio à Guerra de Secessão dos EUA, os três vão em busca do tesouro: o Bom e o Feio sabem juntos onde está. Já o Mau, que ainda não encontrou Carson e ignora que ele esteja morto, se alista do lado da União e paralelamente empreende uma caça ao homem.

A técnica

close extremo no rosto dos personagens quando falam é fundamental para transmitir suas emoções em cena e especialmente para mostrar as caras feias que Tuco faz. Há muitos closes ao longo do filme, repare. É uma característica do diretor.

ilbuonoilbruttoO diretor

O grande Sergio Leone é diretor da trilogia com Clint Eastwood composta pelos filmes Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965, também com Lee Van Cleef) e The Good, the Bad and The Ugly (1966). Esse italiano é conhecido como um dos mestres dos faroestes spaghetti. Neste filme, você vai achar o que há de melhor no gênero.

Os elementos clássicos

A fonte do letreiro com os créditos do filme, a trilha impossível de não assobiar, a cigarrilha no canto esquerdo da boca, o fósforo aceso na sola da bota, as moscas, os cenários áridos, os cadáveres quase sem sangue, os tiroteios, a briga no saloon, o som de tiros, os dubladores brasileiros da década de 70, os closes extremos, bandidos versus mocinhos, as caras de mau, a caça ao tesouro, a terra sem lei, a segurança e impaciência de Clint (mesmo quando o seu personagem está todo ferrado e prestes a morrer). Aliás, só do Sr. Eastwood eu poderia fazer uma lista longa.

The Good, The Bad and The Ugly é um filme para ser visto muitas vezes, e a cada assistida encontramos coisas novas. Se você ainda não viu, faça um favor e veja. E sem desculpas, porque há uma versão completa no YouTube.

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4 Comentários

Arquivado em Cinema

4 Respostas para “Os mestres no Velho Oeste

  1. Leonardo Miranda Pires

    Uma das melhores cenas da história do cinema: o triplo duelo entre Van Cleef, Eastwood e Wallach no final do filme!

  2. Oi, Gi!
    Faz tempo que não passo por aqui.
    Faroeste está longe de ser meu estilo favorito de filme. Acho que só assisti àqueles que passavam na Record, lembra?
    Mesmo assim, acho que todo mundo tem um conhecimento involuntário desse universo. Só de ler a introdução do post eu já dei play na música de abertura na minha cabeça. Já me recomendaram começar por “O Bom, o Mau e o Feio” e penso em fazer isso mesmo.
    beijo!

    • Giovanna R.

      Nossa! Me lembro, sim, Mi!
      Acho que, independentemente de gostar do estilo, não tem como deixar TGTBTU passar batido, porque é um filmaço e o time que o faz já vale a pena. Espero que você tenha a oportunidade de vê-lo 🙂
      Beijos e obrigada pela visita!

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