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Notas da Noruega

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No dia 20 de junho (que, para mim, parece ano passado, tal a velocidade com a qual este mês está voando), a rádio Cultura FM de São Paulo transmitiu o maravilhoso programa Encontro com o Maestro, com o Maestro João Maurício Galindo. Eu estava superocupada, mas, ao ouvir os primeiros minutos de programa, tive que atrasar um pouco o que fazia. Valia a pena.

galindo divulg

O Maestro dedicou esse programa a nada menos que o meu querido Concerto para Piano em A menor (op. 16) do infelizmente pouco conhecido norueguês Edvard Grieg. Ele foi um compositor incrível do movimento romântico. Você provavelmente o conhece sem saber – é dele a obra In the Hall of the Mountain King, parte da peça Peer Gynt (ouça aqui). Além do concerto analisado por Galindo, que é um de meus preferidos, Grieg compôs a suíte Holberg, cujo prelúdio é de tirar o fôlego (o álbum com a suíte você pode ouvir aqui). Tive a felicidade de vê-la executada ao vivo há muitos anos em São Paulo <3.

edvard-grieg

Pois a edição de 20 de junho do Encontro com o Maestro deu uma aula completa sobre o compositor, a lógica do Concerto e até acerca de como alguns instrumentos são tocados no segundo movimento (a parte 2) da obra.

Mesmo que você não esteja habituado a ouvir música clássica, dê-se a chance de ouvir o programa. O Maestro explica com uma simplicidade simpática e apaixonante. Depois de analisar cada trecho, o programa o toca na íntegra, para você perceber os pontos ressaltados por Galindo.

Com toda essa informação, dá para conquistar aquela gatinha no bar ahahaha (com alguém como eu, com certeza funciona :-P).

Info:

Encontro com o Maestro da rádio Cultura FM: acesse aqui.

Concerto em A menor com o pianista Arthur Rubinstein no YouTube: veja aqui a habilidade de um dos melhores pianista do século XX executando a obra de Grieg.

Foto: fiordes noruegueses. Retirada do site Viaje na Viagem.

 

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Boemia parisiense no Municipal

musetta

Na fria terça-feira de 3 de maio, fui ao Teatro Municipal de São Paulo conferir a nova montagem da aclamada La Bohème de Giacomo Puccini. Confesso que estava com alguma expectativa – não tanto como aconteceu com Lohengrin¸ de Richard Wagner, que é a minha mais querida. Há alguns anos, quando fazia canto lírico, tive oportunidade de estudar um dueto e uma ária dessa ópera. Sabia que eram necessários um tenor e uma soprano com fôlego e cor na voz.

La Bohème não é a primeira ópera de Puccini, mas aquela que o lança ao estrelato no fim do século XIX. Sua estreia mundial aconteceu em Turim, em 1896, e veio para São Paulo apenas um ano depois. Baseada na novela francesa de Henri Murger, Scènes de la Vie de Bohème, conta a história de quatro jovens artistas que vivem numa água-furtada no Quartier Latin parisiense com o dinheiro contado, mas sempre alegres e criando. Em uma noite, sua vizinha, Mimí, bate à porta dos rapazes, quando só o poeta Rodolfo está, para pedir fogo para uma lamparina. Aí começa uma das histórias de amor e sofrimento centrais da ópera, entremeada de humor. Outro romance importante é da cortesã Musetta com o pintor Marcello.

Boheme Elenco inteiro

A ópera assinala a maturidade musical do autor e é a primeira a misturar elementos românticos e realistas. Apesar de sua ambientação ser a Paris do século XIX, poderia muito bem se passar em qualquer outra grande cidade na qual vivam jovens artistas que lutam para sobreviver. A montagem do Municipal manteve Paris como sede da obra, naquela vibe minimalista que tem dominado o Teatro nos últimos anos. Os figurinos, por sua vez, parecem se inspirar na década de 1940. Visualmente, eles adotaram saídas muito boas, como limitar um quadrado no palco caracterizando o lar dos rapazes sem paredes, circundado por folhas brancas de papel (no inverno frio) ou por rosas vermelhas (na morte de Mimí). Na cena do café Momus, algumas peças, como cadeiras, mesas e piano, foram aproveitadas da casa. A paleta restrita a tons de cinza, fugindo apenas na morte de Mimí com a profusão do vermelho, também foi uma escolha incrível.

Mas vamos ao que interessa. Os cantores tinham uma energia muito boa entre eles, demonstrada especialmente nas cenas de humor. Quando Mimí aparece na água-furtada dos rapazes e canta a ária em que se apresenta a Rodolfo (Mi chiamano Mimí, que você pode ouvir na humilhante voz de Maria Callas aqui), a linda soprano romena Cristina Pasaroiu me surpreendeu com sua voz adocicada. Pensei, o Rodolfo de Ivan Magri tem boa voz também, o dueto será bom. No entanto, quando chegou O soave fanciulla (esta aqui), não sei. Faltou paixão em suas vozes, e em alguns momentos a voz de Cristina ficou fraca demais – apesar de a partitura pedir. Tudo bem, temos ainda a Musetta. Esta, na voz da também romena Mihaela Marcu, felizmente roubou a cena com Quando me’n vo – que era o efeito esperado dessa partitura (ouça aqui na voz de Callas). Fora deles, acho que preciso falar do maravilhoso barítono italiano Mattia Olivieri, que marcava presença como Marcello. Foi muito aplaudido.

la-boheme_HeloisaBallarini

Bom, ainda tem um ponto que não me agradou muito (o último, vai). A morte de Mimí. Quando ela expira calmamente na casa dos rapazes, e Rodolfo percebe, vai até ela e a abraça, chorando. Nesse momento, caem pétalas de rosas vermelhas sobre a cena, enquanto os demais personagens se lamentam. Quem sou eu para achar alguma coisa, mas isso me pareceu piegas, e não era esse o objetivo de Puccini. Talvez bastasse encerrar com a cortina descendo, pura e simplesmente…

Fora isso (e o fato de terem aumentado o preço do libreto de R$ 10 para R$ 30, eita crise), gostei da montagem de La Bohème (acredite). Os cantores da récita da terça (1º elenco) eram muito bons, e vi que o público pareceu satisfeito. Os pontos que citei não estragaram a ópera, definitivamente.

Info: La Bohème, ópera em 4 atos de Giacomo Puccini. Teatro Municipal de São Paulo: apresentações até dia 8 de maio. Ingressos de R$ 50 a R$ 160.

Referências:

           Libreto da ópera

           Óperas e outros cantares. Sérgio Casoy, Editora Perspectiva.

           Kobbé: o livro completo da ópera.Gustave Kobbé. Jorge Zahar Editor.

Álbum da ópera para ouvir gratuitamente no Spotify: https://play.spotify.com/album/5b1dUxE8wWIGTyBX5h8CEp

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Noite de libertinagem

Tem gente que gosta de ópera por causa da música, tem gente que gosta das histórias. Tenho um pouco dos dois tipos em mim, e a escolha desta vez foi pelo enredo.

Rakes Progress

No domingo (16/06), fui ao Theatro Municipal de São Paulo ver The Rake’s Progress. Essa ópera de Stravinsky conta a história de Tom Rakewell, um jovem preguiçoso e apaixonado por Anne Trulove. Um dia, ele recebe a visita de Nick Shadow, que conta que um tio riquíssimo lhe deixou uma herança, a ser recebida em Londres. Tom se separa de Anne com a promessa de buscar a moça e seu pai depois de se instalar na capital inglesa. O que vemos a partir daí é a recorrente história do ingênuo que se afasta do “caminho correto”, entregando-se a excessos. Esse enredo imediatamente me chamou à memória o Fausto de Goethe, que “vende” a alma ao diabo Mefistófeles em troca de conhecimento e prazer.

E bem adequada a escolha dos sobrenomes dos personagens: Anne Trulove simboliza o amor puro. Tom se torna um “rake”, um libertino (tanto que a tradução para o título da obra é A Carreira do Libertino), pelo contato com Nick, uma sombra, figura do mal. Aliás, meu amigo Vismar veio me perguntar se gostei da tradução do título e então disse que ainda não sabia responder. Pois respondo: sim, gostei, pois achei conveniente, apesar de a ópera não exatamente narrar a trajetória de Tom, mas apenas nos mostrar poucos fatos.

Stravinsky teve a ideia para a ópera ao visitar um museu de Chicago, em 1947, onde viu cópias de uma série de quadros do pintor inglês William Hogarth. Eram oito imagens intituladas The Rake’s Progress, que narravam a ascensão e o fracasso de Tom Rakewell. Você pode ver os quadros e suas descrições no site do museu que os abriga, o Soane Museum de Londres (clique aqui para acessar).

A montagem foi belíssima e bem cuidada. Gosto muito da voz de Rosana Lamosa (que fez Anne) e achei que o tenor norte-americano Chad Shelton combinou bastante com o papel de Tom. Agora, destaque total para o baixo Savio Sperandio, que deu voz a Nick Shadow. Incrível a sua presença de palco e sua atuação. Na verdade, ele sempre me surpreende.

Tom Rakewell

Apesar de meu elogio, há algo nas montagens do Jorge Takla que me incomoda um pouco, não no mau sentido. Takla tem criado uma estrutura cênica realmente minimalista, e acredito ser isso o que me tira de minha zona de conforto rs. Porque comecei a assistir óperas ao vivo e em DVD’s com cenografias riquíssimas em detalhes e elementos, e agora me vejo diante de palcos quase vazios, mas tão complexos e carregados de sentidos! Exige-se mais da imaginação da plateia e muita coisa fica nas entrelinhas.

Há momentos tensos do libreto que acabam, na verdade, perdendo parte da sua gravidade pela maestria de Stravinsky e pela própria montagem. Primeiro que Nick convence Tom a se casar com a mulher barbada do circo, Baba, a Turca. E ele o faz. Mais tarde, depois do fracasso de uma máquina que transforma pedras em pães, Tom acaba indo à falência e os objetos que deixa na mansão, ao fugir, são leiloados. O leiloeiro é praticamente um showman.

A coreógrafa Sabrina Mirabelli também fez um belo trabalho com os bailarinos, criando duplos de Anne e Tom que se encontram em alguns momentos da história, apesar dos personagens originais viverem distantes. É como se um não saísse da mente do outro e o amor ainda existisse entre eles.

Vocês já devem ter notado que sou apaixonada mesmo pelas obras dramáticas, com aquele espírito de Romeu e Julieta, nas quais pessoas que se amam (namorados, pais e filhos etc.) são separadas pela morte, por uma injustiça, ou pela burrice de um dos personagens (lembrei-me de Elsa de Brabante em Lohengrin, aquela estúpida hahaha). Pensei em uma frase agora, de Ed Gardner: “Ópera é quando uma pessoa recebe uma punhalada nas costas e, em vez, de sangrar, canta.” OK, é uma definição superficial e quase preconceituosa desse gênero, mas acho muito engraçada, porque resume o que gosto de ver em óperas (calma, sou uma pessoa pacífica). Por isso, gostei de The Rake’s Progress, mas não o bastante para vê-la novamente. Gostaria, sim, de aprender alguma das árias de Anne, que são lindas.

Bem, se tiver curiosidade, no YouTube você encontra diversas montagens, inclusive uma de 1951, esta apenas com o áudio.

(Imagens: Cacilda – Blog de teatro)

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Ah, Werther

Werther Theatro S. Pedro

No início do mês, dia 2 de dezembro, fui com minha amiga Renata assistir a ópera Werther, de Massenet. Se você não entende ou não curte ópera, não tem problema. Mas dê uma chance.

Pois, sim, a bela Werther é baseada na obra Os Sofrimentos do Jovem Werther, do mestre alemão Goethe. Para quem não conhece a história, Werther é um jovem que se apaixona por Charlotte, mas com aquela paixão louca e tempestuosa que os personagens do romantismo alemão bem sabiam expressar. O problema é que não pode ser correspondido pela moça, que já está prometida a outro. Mas a peculiaridade desse livro de 1774 é ser um romance epistolar: é construído a partir de cartas escritas por Werther. Peculiar porque (sem querer dar spoiler, mas…) ele se mata no final. O efeito prático desse desfecho sobre o público da época é que muitos leitores seus se mataram. De verdade.

Mas não quero falar do livro. Leiam-no, ou consultem uma tese de mestrado incrível que tive a honra de revisar, Subjetividade e Experiência em Die Leiden des jungen Werthers e Wilhelm Meisters theatralische Sendung de J. W. Goethe, de Felipe Vale da Silva (FFLCH-USP, 2012).

A ópera de Massenet apresenta algumas diferenças em relação ao livro, claro. Uma das que mais senti foi o momento em que Werther se identifica (romanticamente) com Charlotte. No livro, eles estão em um baile, ela olha a tempestade pela janela e diz, simplesmente, “Klopstock!” (poeta alemão da época de Goethe admirado por sua geração). É um momento muito mágico – como quando você acabou de conhecer uma pessoa e ela diz gostar de uma banda que você achava ser o único fã do planeta. Já na ópera, Klopstock é celebrado pelo pai de Charlotte.

Werther no São Pedro

A montagem feita no Theatro São Pedro (SP) foi bastante cuidadosa, enfatizando a relação da história com a Natureza por meio do cenário, que representava o passar das estações. Havia longas cortinas translúcidas que pendiam do teto e faziam as vezes de paredes ou pilares. Em um momento em que Werther canta que a morte é só um atravessar de cortina, foi incrível quando o tenor foi para trás do tecido e cantou de lá. Lindo.

Mas e os cantores? Sim, os cantores. Werther foi encarnado pelo apaixonado (e apaixonante) Fernando Portari. Dos tenores que conheço na ativa no Theatro São Pedro e no Municipal, achei uma boa escolha para o papel. Portari chorou e caiu de joelhos no chão. Tudo o que meu Werther faria. Bem, não fiquei particularmente apaixonada pela Charlotte, Luiza Francesconi, mas por Sophia, interpretada por Gabriella Pace, tão doce.

Se o espectador não derramara uma lágrima sequer durante os 3 primeiros atos, não passou ileso do ato final (especialmente se era um apaixonado por Goethe como eu). No momento em que Werther morre diante de Charlotte, ele “sai” do corpo e o que vemos (sim, estou arrepiada de lembrar. Sou uma rata boba de Teatro) é Fernando Portari sair de trás das cortinhas translúcidas vestido com trajes da época do mestre alemão (apesar dessa montagem da ópera ter como ambiente o começo do século XX). Aquele momento em que você cobre a boca com as mãos. Então me lembrei das casas de nascimento e de morte de Goethe. Em seu lar em Weimar, há um quadro na parede de um dos cômodos com sua silhueta, parecida com a de Portari na cena derradeira da ópera. Achei uma homenagem sensível e imaginativa. Mesmo sabendo que no livro Werther morre, no fundo torci para que sobrevivesse, pois agora me doeu mais a sua morte.

Quando a ópera terminou, os cantores principais surgiram de trás da cortina vermelha com o semblante grave que a cena exigia. Bravos, bravíssimos, palmas, caminho de volta para casa, aglomerações, garoa. E aquele sabor agridoce me acompanhando por um ou dois dias.

(P.S.: se ficou pelo menos curioso para ouvir a ópera, o Grooveshark tem um álbum com Andrea Bocelli que você pode acessar aqui)

(P.S.2: desculpem-me as poucas referências ao livro, mas ele está emprestado…)

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Bobo da corte

Tenho algumas bandas/músicos em uma lista do tipo “1001 bandas para ver antes de morrer”. Dentre elas está Schandmaul.
Essa banda formada em Munique (Alemanha) no verão de 1998 é muito peculiar. São seis músicos que tocam instrumentos que talvez não pareçam combinar muito: guitarra, acordeon, flauta, gaita de foles, bateria, hurdy-gurdy (conheço pelo nome inglês, mas também é chamado de realejo em português), baixo, violino… E o que acontece quando juntam tudo isso? Rock folk medieval germânico. Não se assuste. É bom.
A primeira música que compuseram é Teufelsweib (mulher do diabo), que você pode ouvir aqui — e foi por causa dela que me apaixonei por esses alemães. Ela tem bem a cara da banda. Se você gostar de Teufelsweib, com certeza vai curtir Schandmaul.
O nome Schandmaul (língua maliciosa, em alemão) foi escolhido no primeiro show deles, por causa de um bufão desenhado em um baralho. O bufão, ou bobo da corte, era uma figura que tinha toda a liberdade para falar mal de quem desejasse, já que, por ser considerado meio louco, não era levado muito a sério. Daí, foi um passo para chegar em Schandmaul, uma palavra depreciativa hoje fora de uso relativa a pessoas que dizem coisas consideradas rudes e ultrajantes.  E o símbolo da banda é um bobo meio sinistro.
As letras das músicas são muito bem escritas, contam histórias e falam de tudo o que sempre foi atual para a humanidade (nossa, isso foi profundo). Bem, há muitos sites com a tradução das letras para quem não fala o alemão, então dá para conhecer o conteúdo das músicas também.
Uma das que mais gosto é Grosses Wasser (ouça aqui), cuja letra fala daquele momento no qual não vale mais a pena continuar, e em que a fuga termina, quando se olha para frente e é preciso decidir ir adiante ou voltar. Já Walpurgisnacht (ouça aqui) fala sobre a festa de boas-vindas à primavera que acontece no dia 1º de maio no hemisfério norte. Essa comemoração (leia-se: festa de arromba) começou com os pagãos, mas algumas comunidades cristãs a celebram ainda hoje em honra à Santa Valburga (medo desse nome hahaha). É muito ligada à lua e à celebração de um novo tempo.
Em 2007 fui ao festival de metal Wacken (pronuncia-se “váquen”) na cidade de mesmo nome na Alemanha para vê-los ao vivo. Eles são realmente músicos e superprofissionais. Apesar de desconhecidos por aqui, na Alemanha eles têm uma verdadeira legião de fãs que lotam seus shows (um deles foi meu professor de alemão em Munique, que quase me abraçou quando eu disse despretensiosamente que amava a banda ahahaha). Tive a honra de conhecê-los pessoalmente e pegar um autógrafo. O Thomas Lindner, que é o vocalista, até me deixou pular a grade e tirar uma foto com ele (especialmente porque disse que vinha do Brasil para vê-los). Ele foi muito gente boa.

Já “converti” vários amigos brasileiros e, inclusive, minha mãe. Se quiser conhecer mais, visite o site deles (http://www.schandmaul.de/), que tem um monte de vídeos bacanas, ou Grooveshark, para ouvir suas músicas.

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